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domingo, 22 de março de 2015

"Doida Não e Não"


Há cinco meses não lia um livro, o que não quer dizer que deixei de fazer leituras, mas das ligeiras e variadas. Por incrível que possa parecer foi a ver um episódio de uma telenovela brasileira, que terminou há poucos dias, que me fez  voltar a ler um livro por inteiro e não o tenho  largado  tal é o motivo que me suscitou a curiosidade. Ainda bem!

Curioso é que este livro comprei-o na altura em que foi lançado no mercado. Talvez há uns seis anos. Li umas dezenas de páginas e  não sei por que razões me desinteressou, passando para a prateleira....Não faz muito tempo estive para dar outro destino retirando-o das minhas estantes, mas não o fiz....O destino tem muita força (risos)

O livro chama-se "Doida Não e Não". Toda a trama passa-se nas primeiras décadas do século XX. Uma senhora da alta sociedade  lisboeta foi internada num hospício por ter deixado o marido e a família, para ir viver  com o  amante,  seu motorista particular, tendo menos do dobro da sua idade , de classe social humilde, vindo de uma aldeia recôndita, para trabalhar em Lisboa .Se nos nossos  tempos seria um espanto para a mentalidade social portuguesa um caso desses, e não só na nossa sociedade, imagine-se naquela altura! Mas, certamente , não seria  motivo , acho eu, para internação num manicómio !

O marido dessa senhora sofreu e desesperou  com todo este escândalo nacional e que chegou a ir ao Parlamento. Compreende-se o sentimento do senhor, mas tudo tem limites. O problema foi o despeito sentido, acrescentando às influências que havia na sociedade daquela época, com que fez a vida negra à sua, então, esposa. Casos muito sérios que me tem entusiasmado imenso na parte médica...Ainda bem que a medicina não é uma ciência exacta... Com cada avaliação e erros de bradar aos céus...Agora sabe-se que são...
 Tem imensa piada as opiniões dadas por cientistas de renome nacional e internacional à cerca das Mulheres.... Até o premiado Nobel português , Dr. Egas Moniz , "meteu água, muita água". Muito penaram as mulheres e ainda penam!...  

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Chauffeur Russo , romance de CAPA AZUL.


Há pormenores em leituras muito interessantes que nos levam a rebobinar vidas paralelas. No livro que estou a ler, às tantas páginas refere-se aos romances de capa azul. Li bastante dessa colecção, no começo dos anos 70 do século passado, graças ao casal Flores, amigos pessoais e com idades de serem meus pais ou avós, talvez!...  Apesar de ter lido muitos, só me lembro do  afamado Chauffeur  Russo, de Max du Veuzit,  a escritora da minha preferência do género da dita colecção. Fazia sonhar de uma forma fantasiosa especial. Acho que não tem mal!...Às vezes as fantasias passam à realidade...
 Em tempos, talvez há uma dúzia de anos ou mais, estava numa livraria de Lisboa e vi  numa prateleira o livro da foto. Comecei a folheá-lo e ao mesmo tempo esboçava um sorriso. Pensava cá para mim que não tinha a  mínima paciência  para o ler novamente. Tudo tem o seu tempo. Os meus sonhos agora são outros, com os pés bem assentes no chão! Que pena! (risos)

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Livro publicado há mais de 75 anos e ainda faz muito sucesso em vários países.




No decorrer dos anos, o meu gosto pelo género de leituras vai mudando.  Actualmente gosto dos livros que me fazem pensar e que possa ler de trás para frente, da frente para trás e as vezes que me apetecer, tipo consulta. O livro da foto, um Best-seller,  foi escrito nos anos trinta do século XX. pelo senhor Dale Carnegie .Portanto, há mais de 75 anos. Só foi traduzido para português em 2008 .
Há mais de um ano ouvi falar sobre este livro e há pouco tempo a internet ajudou-me  a concretizar a sua compra com a maior das facilidades . Já o li todo e gostei bastante.
 O conteúdo do livro, na sua essência,   indica a melhor forma de saber viver em sociedade  num modo afável , inteligente e  diplomático para atingir fins. Quanto a mim, difíceis de aplicar na prática, mas não impossível .É preciso muito boa vontade e outras coisas mais .O seu título está um bocadinho exagerado no fazer amigos. Amigos fazem-se?...  Influenciar pessoas até posso concordar. A mim influenciou-me em alguns pontos.
A sua escrita é apelativa, introduz muitos conhecimentos de cultura geral e curiosidades, bem ao meu gosto! Por exemplo, O  escritor estudou a vida de Abraham Lincoln, durante dez anos e relata aspectos interessantes desse presidente dos EUA, um dos mais importantes. Contactou directamente com várias personalidades  do seu tempo ou  VIP´s, (Very Important Person) 

Às tantas páginas,  cita frases de duas figuras conhecidas mundialmente e que me deixaram a matutar:
Sigmundo  Freud disse: "tudo aquilo que fazemos surge de duas motivações: sexo e o desejo de ser o máximo."
William James disse: "O princípio mais profundo da natureza humana é a fome do conhecimento . Esta é uma fome devoradora  permanente e as raras  pessoas que satisfazem verdadeiramente esta fome do coração têm os outros na palma da mão".
E fico-me por aqui, mas com muito para comentar sobre este livro.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

"O poder sexual da mulher madura"

Capa do livro "scanneado"
 Há poucos dias,  num supermercado, vendiam livros ao preço da chuva. É claro que fui espreitar e decidi comprar dois. Um deles é o que está na foto acima. Chamou-me  atenção o seu  título. Abri -o ao calhas e foi parar à página onde tem um texto que se segue abaixo, copiei com o scanner. Basta clicar na foto para ampliá-la e obter melhor leitura. Resolvi adquiri-lo, mesmo desconhecendo quem é o seu autor.(Diego Armário)  Depois fique a saber que tem nacionalidade espanhola, é psicólogo e licenciado em Ciências de Informação pela Universidade Complutense. Informação que está  no interior da capa. Pelo que escreve deve ser um grande maluco, valorizando a mulher de uma forma extraordinária. Que interessante!
Custo, cinco euros. O outro, um euro. Pois bem, muito me tem feito rir  "A Segunda Virgindade"...e alegrado! (risos) Afinal, trata de assuntos bem actuais e sérios... Ainda vou a meio na leitura. As horas do dia têm sido escassas para tantos afazeres...

 
 
Texto do livro citado.
A mim não consta de grande novidade o que relata  o texto acima e até concordo. Além disso, é um assunto debatido das minhas portas para dentro sem tabus . Portanto, minhas senhoras, deixem-se de palermices com tantas preocupações com uns quilinhos a mais. Claro que tem o problema da saúde, bem sei...
 Na foto abaixo, imagino que o modelo é o exemplo de mulher  e de beleza feminina, na opinião do autor  do texto acima.  Por isso, foi a que escolhi. Também acho que sim! (risos)
Foto encontrada na Net





domingo, 28 de outubro de 2012

O que diz Moléro (aos poucos vou sabendo...)


Na última sexta feira à noite,ao fazer zapping nos canais televisivos encalhei na "RTPMemória".Sim, à falta de melhor nos canais generalistas, às vezes, vejo a sua programação. Nessa altura estava a ser entrevistado, pelo senhor Júlio Isidro, o senhor Mário Zambujal . Como são dois senhores da comunicação por excelência, o programa  também foi.
Fazendo uma retrospectiva da vida do convidado, de resto muito interessante que me prendeu até ao final, às tantas páginas falou sobre Dinis Machado, autor do livro,"Que Diz Molero"e onde foi relatado partes do seu conteúdo com algum humor pelo meio. Como foi mostrado  a sua capa conheci-a logo e fui procurar à estante. Tinha certeza que havia um igual em casa. Por incrível que pareça ele existe há mais de 25 anos, dado que veio com os nossos pertences dos Açores, mas nunca o li, mesmo sabendo da sua importância e do seu escritor não me ser desconhecido. Aliás, o sr Mário Zambujal falou desse seu amigo como sendo das pessoas mais cultas que conheceu, em literatura , música e noutras árias, sem no entanto ter muita instrução. Pois é!...
Portanto, é o livro que estou a ler e, de facto, é muito bom. Como é possível um programa ter me encaminhado para tal ?  Programas desses precisam-se! 

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Portugal" ( Pois, quem dera! )

 Finalizei a leitura de um livro que me acompanhou nesses últimos dias, incluindo na  viagem que fiz recentemente. Foi muito agradável e interessante lê-lo. É daquelas leituras que, por vezes, fico com a sensação de estar a ouvir ou a conversar  ao vivo com quem escreveu. Na sua última página termina assim:

«Metade de Portugal
É alegria
A outra metade 
Melancolia.
Metade de Portugal 
É esperança
A outra metade
Desconfiança.
Metade de Portugal
É solidão
A outra metade
É festa.
Metade de Portugal
É turbilhão
A outra metade
Silêncio.
Quem dera que Portugal
Fosse apenas a metade
Que o país precisa ser!»
  
NOTA:
O livro citado foi me oferecido por um dos meus filhos.
Um belo dia recebo uma mensagem via telemóvel , desse meu filho,  avisar-me que não ia jantar em casa. Minutos depois, recebo outra mensagem : «Já que estou no "Colombo" diz-me o que queres que te ofereça.» Não me fiz de rogada. Nada como ser prática e sugeri-lhe o livro, "AQUILO EM QUE ACREDITO". Assim como assim estava pensando em comprá-lo... Não é o primeiro que compro da mesma autora ou escritora...Com esta prenda veio outra juntamente de surpresa.(risos).

terça-feira, 8 de maio de 2012

Livros balsâmicos

Livros que tenho alguns anos: O do MEC, desde os anos 90, não sei precisar há quanto tempo. E o do Arnaldo Jabor ,creio que me foi oferecido em 2007.

Não sou de repetir leituras,salvo poucas excepções. Mas estes dois livros, abrindo as suas páginas ao calhas, leio-os com alguma frequência . Têm o poder de me por bem disposta e também em reflexão. Às vezes dou gargalhadas sonantes com o que vejo escrito.Um dia caí na asneira de levar o livro que está à direita do ecrã, para o consultório de um dentista, cuja sala de espera estava a abarrotar. Tive de parar de ler por não conseguir suster o riso, embaraçando uma das minhas filhas que lhe servia de companhia.Só me dizia:« Mãe, pára com isso! Estás a fazer figuras tristes... Ao redor o pessoal olhava para mim como quem dizia: «Coitada, passou-se». Ainda foi pior...O riso contido é difícil, mas é tão bom!... Ah! E levava a capa tapada... Aí então!..(risos)
Hoje abri o livro do escritor, cineasta, jornalista... brasileiro e num dos capítulo relata o seguinte:
(...) «A felicidade não é mais interna, contemplativa, não é a calma vivência do instante, ou a visão da beleza. A Felicidade é ter um «bom funcionamento». Marschall Mcluhan falou que os meios de comunicação são extensões dos nossos braços, olhos e ouvidos. Hoje, inverteram-se. Nós é que somos extensões das coisas. Fulano é extensão de um banco, sicrano comporta-se como um celular, beltrana rebola feito um liquidificador. Assim como a mulher deseja ser objecto de consumo, como um eletrodoméstico, um avião, uma máquina peituda, bunduda. Claro que mulheres lindas nos despertam fantasias sacanas mas,em seguida, pensamos:« E depois? Vou ter de conversar...e aí?» Como conversar com um avião maravilhoso mas idiota? ( Aliás, dizem que uma das vantagens do Viagra é que, esperando o efeito, os homens conversam com as mulheres sobre tudo, até topam «discutir a relação») ...


quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Autógrafo especial...Espessialíssimo!



    O dr Álvaro Cunhal foi uma daquelas figuras portuguesas que fez História. Nunca soube explicar a minha admiração por ele!...Talvez pela vida que teve, pela sua coragem, pela sua entrega a uma causa... e grande inteligência, sem dúvida!  Por isto tudo, independentemente das suas ideologias politicas,que não me interessam para nada, sempre senti vontade de o ver ao vivo e ter, pelo menos, um dos seus livros autografado .Cheguei a contar a algumas pessoas este meu desejo e riam-se pensando que brincava. Excepto uma antiga colega que colocou a hipótese de levar um livro, porque conhecia não sei quem que haveria de chegar às mãos do senhor "Doutor". Acrescentando que  não ia ser nada fácil  realizar a minha pretensão.

Um belo dia, li num folheto que o dr Álvaro Cunhal viria  ao Fórum do Seixal dar uma palestra! Nem queria acreditar! Chegado o dia , lá fui. Resolvi comprar o livro, "CINCO NOITES CINCO DIAS" que estava  à venda numa das salas, o da foto .Que arrependida estou não ter comprado uma cópia das suas pinturas ou desenhos...Depois, fui sentar-me na primeira fila da sala, para não perder pitada. Fiquei siderada com o discurso fluente, perceptível, inteligente e ao mesmo tempo simples e humilde. Nada que não tivesse visto e ouvido através dos meios de comunicação social. Mas ali era bem diferente. Quando falou em pintura e desenho, mostrando-os em slides, eu, que não percebo nada desta arte, quase me senti uma artista com bons conhecimentos, tal era a excelente explicação e com tudo ao pormenor. Por um momento, lembro-me bem, já via a figura de uma cavalo  mover-se.(risos)

Findo o discurso, esperava  a sessão dos autógrafos, como é habitual.Para meu desgosto percebi que não ia haver! Via  a assistência sair da sala de um modo lento, como estivesse à espera de algo mais e nada dizia... não queria perturbar em algo intocável? Sei lá!..Não me contive, subi ao palco, fui ter com a assistente que o  acompanhava e disse-lhe que tinha ido aquela conferencia quase com o propósito de obter assinatura do dr Álvaro Cunhal , que sentiria uma grande frustração se  não pudesse acontecer. Percebi que a senhora ficou atrapalhada. Com muita atenção e educação respondeu-me que  lhe ia falar sobre o assunto. Aguardei com alguma ansiedade. Segundos depois voltou ao que me anunciou que podia ir  cumprimentar o senhor Doutor e pedir-lhe  o autógrafo.Cumprimentei-o, com algum nervoso e emoção à mistura. Notei uma grande atrapalhação da sua parte , algo desconfiado. Não sei!..



Que eu  viva até aos 100 anos, se não perder as minhas faculdades, lembrar-me-ei  do que me disse:  «Peço-lhe desculpa mas não contava com esta, não contava!..» Agradeci-lhe, acrescentando que tinha um sonho realizado e que o julgava quase impossível ! Entretanto ouvia no microfone a sua assistente anunciar que os espectadores podiam, se quisessem, autografar  os seus livros. Nossa! Foi bonito ver aquele povo voltar atrás e formar uma fila generosa! Já levava o meu, fui a primeira, pois claro! Também, modesta à parte, foi graças a mim que tiveram os seus livros assinados pelo dr Álvaro Cunhal. Este episódio aconteceu no dia 8 do 11 de 1997. Fez ontem 14 anos.Puxa vida! Já passou este tempo todo? E, tal como está no folheto, o da foto em cima, faria, se fosse vivo, anos amanhã!

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Meter o Diabo no Inferno


 Quando tinha 20 e poucos anos, lembro-me de ler o livro  da foto .As suas histórias muito me fizeram rir. Ainda hoje fazem ... Anos depois, pude ver algumas delas adaptadas  numa série para a televisão. A minha preferida é a que resolvi escrever para este blogue, retirando partes do conto. Nunca a esqueci de tão bizarra, imaginativa e muito bem contada. Claro,  foi o Giovanni Boccaccio a escrever, ora!..   

"A ADOLESCENTE E O EREMITA."
    «Alibech,uma rapariga simplória , queria servir a Deus, mais por capricho infantil do que por uma vontade razoável. Assim,no dia seguinte partiu em grande mistério para os desertos da Tebaida.Depois de haver suportado grandes fadigas e de ter passado fome, chegou daí a uns dias ao deserto. Ao longe avistou uma cabana e para lá se dirigiu. Quando se aproximou da porta, encontrou um jovem ermita chamado Rústico que ficou surpreendido por ver uma jovem tão nova e bela  naquele lugar. Interrogou-lhe o motivo da sua presença  ali, ao que ela respondeu que era para servir a Deus.Mandou-a entrar e chegando a noite preparou-lhe uma cama de folhas de palmeira  para ela repousar.Feito isto, as tentações começaram a atacar a sua virtude.Começou a meditar na juventude,na beleza da rapariga e a reflectir nos meios que devia empregar para obter o que desejava sem lhe dar a impressão de ser um homem dissoluto.
~~~~~~~~~~~~~~~~
Após alguma perguntas que lhe fez, compreendeu que ela era virgem e que a sua aparente ingenuidade não podia ser fingida.Achou, pois, que a melhor maneira de conseguir o que desejava era fazê-la servir os seus prazeres a pretexto de estar a servir a Deus.Começou a demonstrar-lhe, por meio de longos discursos, como o Diabo era inimigo do Senhor e deu-lhe a entender que não havia maneira mais agradável  de servir a Deus do que meter o Diabo no Inferno a que estava condenado.A rapariga quis saber como se fazia e Rústico respondeu-lhe logo:
   -Já vais ver. Mas é preciso que repitas todos os meus gestos.
E começou a despir as poucas vestes que o cobriam de modo que ficou inteiramente nu.A rapariga fez o mesmo.Rústico cada vez mais ardentes de desejo ao vê-la tão bela, deu-se a ressurreição da carne.Tal acontecimento encheu de surpresa Alibeche, que perguntou:
   -Rústico, que é isso que estou a ver aí de fora e que eu não tenho?
  -Oh minha filha, respondeu ele, é o Diabo de que te falei.E vês, causa-me tormentos...
  -Louvado seja Deus, disse a jovem, vejo que sou mais feliz do que tu.Não tenho semelhante Diabo
   É certo, mas tens em compensação outra coisa que não possui, o Inferno e podes acreditar em mim. Acho que Deus te enviou para a salvação da minha alma, afim que tenhas piedade de mim quando este Diabo me causar tormentos deixas que eu ponha no teu Inferno.
    A jovem respondeu de boa fé:
  - Meu pai, já que possuo o Inferno, seja como desejas.
  - Abençoada sejas, minha filha. vamos pois encerrá-lo de modo a que me deixe tranquilo...
Tão bem o fizeram que de momento abateram toda a soberba e tranquilidade.
   -Agora vejo, começou ela a dizer a Rústico, como a boa gente de Capsa tinha razão ao dizer que servir a Deus era tão agradável ....
Esta história deu origem ao provérbio segundo o qual «serviço mais agradável a Deus» é meter o Diabo no Inferno» A tal ponto atravessou o mar e ainda hoje é usado.»


segunda-feira, 27 de junho de 2011

Eu ,Os livros e os autografos

Não me recordo se foi no semanário "Independente"( já extinto) ou noutro, que comecei a ler as crónicas da doutorada Socióloga, Maria Filomena Mónica. Sempre que se proporciona, não mais parei de a seguir através dos seus livros e opiniões,quer escritas ou verbalizadas. De um modo geral, principalmente,aprecio a sua linha de pensamento e raciocínio.Um dia,soube que a Senhora  ia estar na FNAC do Chiado, em Lisboa, no lançamento de um dos seus livros. Como estava  lá perto, aproveitei para assistir à palestra acompanhada do meu marido. Antes da sessão começar demos  umas voltas no interior do espaço e onde comprei o livro da foto que se segue, não só para o ler, pois com certeza!Também na expectativa  de obter um autografo. Manias minhas, já lá vão alguns anos.


Teve início a sessão e no final seguiu-se os acostumados autografos .Entretanto, pergunta-me, em surdina, o meu marido:« Que nome tem o outro livro que foi mencionado na conversa?»... Penso que tem a ver com o ensino...Como não sabia bem sugeri-lhe que levasse  o livro,acabado de ser adquirido para ser autografado, e perguntasse! Por isso,com muita pena minha, não tem o meu nome no autografo...Há coisas da breca.Quem me manda ser parva?



O livro que se segue, o autografo foi bem diferente! É um dos dois que mais me marcou pela positiva.O outro foi do Dr Álvaro Cunhal...Pois é, eu tenho!...
Nessa sessão ,que se realizou no Fórum do Seixal, ao chegar a minha vez para autografar o livro, o escritor pediu-me para lhe dizer o meu nome. Quando lhe respondi  ergue a cabeça, meio espantado, fixa o olhar em mim e pergunta: «"É de São Miguel?" »Respondi que sim. Naturalmente  deu pelo  meu sotaque micaelense que nunca perdi de todo.E ali gerou-se um pequeno diálogo. Quis saber de que parte da ilha era natural e que livros conhecia da sua obra.Como tinha lido o "Gente Feliz com Lágrimas" mostrou  algum interesse na minha opinião sobre o romance...Nem queria acreditar no que me estava  acontecer!...

Aquele autografo  estava a ser mais demorado  do que os outros e alguém, que também esperava pela sua vez num  longa fila, comenta: «Pois é! A sorte não é para todos, até conterrânea teve cá hoje e agora não saímos daqui» Na sala gerou-se algum burburinho  misturado com risos ...Nunca mais esqueci este episódio. Foi muito engraçado!...


O autografo no livro, "CINCO DIAS, CINCO NOITES",do dr Álvaro Cunhal,  são daquelas coisas excepcionais que nos acontecem uma vez na vida e que me marcou para sempre !Por isso, deixo para mais tarde um post a descreve-lo neste blogue. Tenho outros livros autografados com a sua devida importância, mas sem  relatos para mencionar. Além de que seria enfadonho...

terça-feira, 17 de maio de 2011

"O Triunfo dos Porcos"

O gosto pela  leitura, desde muito cedo, sempre fez parte dos meus hábitos de lazer, e ainda fazem. Ao longo desses anos foram carradas de livros que li , de vários géneros literários. Por isso,se me perguntarem qual foi o melhor  é me difícil responder! Mas afirmo, categoricamente ,até aos dias de hoje, quais os que me marcaram. Jamais esquecerei as suas histórias,  os seus enredos, as suas mensagens  e influência  sobre o meu modo de pensar a partir dessas leituras.Um deles foi "O TRIUNFO DOS PORCOS"ou" ANIMAL FARM",do escritor inglês  George Orwell .
 Aqui vai o resumo da história  para quem não a conhece ou queira relembrar, basta clicar neste link : http://www.infopedia.pt/$o-triunfo-dos-porcos
 
Livro já gasto pelo tempo ,de tanto ser manipulado pelos filhos, desde crianças.especialmente p´lo mais velho, o Pedro.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

"A senhora de..".



«Um ser  nasce sendo-lhe dado um nome próprio, ao qual acrescem, respectivamente, o apelido do pai de sua mãe e do seu próprio pai. é a via masculina.
Depois ao longo da vida (...) fica o apelido do pai,(...) É o nome da mãe que se perde.

Chegando à vida profissional, já só este resumo nominal é conhecido.

Mas se se nasce mulher e o casamento acontece, começa a barafunda.De facto,ao seu nome vai acrescentar, ainda pela via
masculina, o apelido do pai do marido. Surge, então,uma nova vida e inaugura-se uma etapa de progressivo esquecimento do nome que, durante cerca de vinte anos , acabou por ser nosso para, por um acto de magia, se nascer de novo.

É-se, a partir daí, conhecida, para todos os efeitos, como a «
senhora de»...( a sequência é, para fins sociais, o nome completo do marido, e para fins profissionais,ou outros, o seu apelido.)

Com o rodar dos anos, se estes trazem a consolidação do matrimónio, passa-se mesmo a ser, apenas, a «
mulher do». Ou seja, por um golpe do acaso, perdem-se as origens e ganham-se passados diferentes.


Porém, se o fluir dos anos trouxer um divórcio, a situação complica-se porque, tendo perdido as origens do passado e, tendo-se desfeito o presente, a pobre de Cristo ver-se-à privada de identificação real. inicia-se então, uma nova fase, já se não é nem a senhora ex- qualquer coisa.Temos de convir não ser agradável apresentarmo-nos, por exemplo, telefonicamente a alguém- que, nos conheceu com um determinado apelido de casada- com um nome que, embora tendo sido sempre nosso, o interlocutor desconhece. Vem então, o infalível esclarecimento: daqui fala a ex-mulher do, Ah! Finalmente do lado de lá faz-se luz, e a conversa pode prosseguir tranquilamente.


Um nome do solteiro leva, para a mulher, anos e anos a recuperar. Porém, se quiser o acaso que a experiência matrimonial se repita, sem que se tenha acautelado a recusa da concomitante herança nominativa, a confusão que se gera é total.

São os filhos que, de repente, se vêem filhos de nova mãe à qual deixam de estar ligados pelo nome: São os amigos que já não sabem com quem falam: são os computadores dos bancos com contas antigas a recusar o conhecimento da nova velha titular...

Mas o pior está para vir. Quanto tudo parece, enfim, estar esclarecido com a estabilidade da situação mais recente, acontece o inevitável os filhos crescem e são eles portadores de um nome que, por vezes, se torna conhecido.

Aqui o caso é fatal! Passa-se a ser a « senhora de», a mulher do, a eventual «ex-mulher do», para uma nova posição escatológica, que é a «mãe de»!

Manda o bom-senso que, nesta altura, se diga «alto»!

De facto, já é tempo das mulheres serem o que são, por si e não pelos que estão, familiarmente, ligados.

É tempo, também, de os homens deste planeta se não sentirem ofendidos se a opção da sua mulher não for a de ser a «
senhora de»...»
Do livro: " Bocados de Nós" ( Drª Helena Sacadura Cabral)

Nota:Quando li este livro, há mais de um ano, fiquei encantada com este texto, a mim diz-me muito...Resolvi copiá-lo e guardá-lo numa pasta. Hoje, perante esta noticia:  http://aeiou.expresso.pt/usar-o-nome-do-marido-prejudica-as-mulheres=f578343 resolvi colocar  a copia do texto neste blogue, que é público. Desconheço se estou a cometer alguma ilegalidade, mas, se estiver...bem...veremos. Agora não tenho tempo para averiguar.Fica assim.Afinal,  hoje é o dia do livro...
 

sexta-feira, 19 de março de 2010

"O Estranho Caso do Dr. Jekyll e do sr. Hyde"

  
 Este foi o último livro que li, o da foto! Sabia  que  o seu conteúdo  estava relacionado com  um conflito de dupla personalidade, mais nada! Comecei a lê-lo, apesar de o ter  há algum tempo em casa.

Logicamente, a sua história não passa de uma  fantasia, como tão bem sabe relatar este  famoso escritor, ROBERT LOIS STEVENSON, mais conhecido pelo seu livro,"A Ilha do Tesouro". Mas, a essência da descrição, ao longo do texto, mostra-nos os dois lados do ser HUMANO.

 Afinal, todos temos um pouco de anjo e um pouco de Demónio. Ou seja, o conflito entre o bem e o mal  habita em cada um de nós. Se estivermos condicionados, perante determinadas situações, poderá  despontar mais um dos lados, normalmente o lado mau é sempre  mais evidente causando estragos, grandes estragos! Muito interessante!